sexta-feira, 10 de maio de 2013

Marcos Pereira não tem ex-esposa, explica Waguinho

O pastor Waguinho esteve nesta quinta-feira (9) participando de um programa da Rádio Melodia, no Rio de Janeiro, comentado sobre a prisão do pastor Marcos Pereira, líder da Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD).
O cantor que é membro da igreja explicou que a imprensa tem massacrado não apenas o líder como a ADUD. “O que podemos dizer é que foram feitas algumas acusações e denúncias contra o pastor Marcos a mais de um ano atrás e que até o momento nada foi provado”.
Waguinho lembra que os denunciantes são ex-membros da ADUD, pessoas que foram restauradas através dos trabalhos da igreja e que acabaram saindo da igreja. “Não tem uma prova que comprove essas denúncias”, disse ele sobre os mandatos de prisão.
Há seis denúncias de supostos abusos sexuais cometidos por Marcos Pereira. Um deles, de acordo com a imprensa que teve acesso ao processo, seria a denúncia da ex-esposa do pastor. Porém, o cantor informa que Ana Madureira da Silva, citada como uma das vítimas, está casada com o pastor há mais de 30 anos e com ele tem dois filhos.
“Para você ter uma ideia das acusações infundadas que estão sendo feitas”, disse o cantor. A esposa e os filhos de Marcos Pereira estiveram na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para conversar com os deputados a respeito da injustiça que foi feita com o líder da ADUD.
Em determinado momento Waguinho chegou a se emocionar e a enviar um recado ao pastor que está preso, dizendo que ele é muito amado por ele e por todos os membros da igreja.
Diversas acusações foram explicadas pelo cantor, entre elas as acusações de uma ex-membro que foi assassinada e que o primo do pastor estaria preso por ter participado da morte. O caso do apartamento em Copacabana, Waguinho diz que a mulher que afirma ter sido abusada sexualmente dentro do apartamento saiu da ADUD em 2005, porém o imóvel só foi doado para a igreja em 2011.
Assista:
Fonte Gospel prime.

sábado, 27 de abril de 2013

O que está acontecendo com a igreja gloriosa?

Há um clamor no ar. Em vários lugares, cristãos estão se perguntando e perguntando aos outros: “O que está acontecendo com a ‘igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável’, de que fala Paulo (Ef 5.27)?”

Devemos destacar tanto o clamor que vem do país mais protestante do mundo como o clamor que vem do país mais católico do mundo. Curiosamente, os clamores são iguais. Até parece que um foi inspirado no outro. Um dos mais lidos autores protestantes, o jornalista e escritor americano Philip Yancey, em entrevista à revista Seu Mundo, declarou: “Parece-me que a igreja está mais propensa a afastar as pessoas de Deus do que a aproximá-las dele”.1 Na mesma ocasião, o padre Geraldo Dôndice Vieira, reitor e professor de exegese bíblica no Instituto Teológico Diocesano Santo Antônio, em Juiz de Fora, MG, escreveu: “Apesar da boa intenção de muitos párocos e sua dedicação e zelo, a paróquia se tornou uma contra-evangelização institucionalizada”.2

Em última análise, a igreja militante, a igreja visível, a igreja como instituição humana, perdeu o direito e o poder de se fazer ouvir, de testemunhar, de pregar, de ensinar. A igreja triunfante, a igreja invisível, a igreja como corpo de Cristo, continua gloriosa, santa e inculpável. Essa igreja, “as portas do Hades” não poderão vencer, de acordo com a promessa de Jesus (Mt 16.18).

Bob Freer, autor do relatório de 200 páginas da Anistia Internacional, afirmou categoricamente: “Os Estados Unidos não praticam o que pregam”. A mesma denúncia foi feita à liderança religiosa de Jerusalém por Jesus há quase dois milênios: “Os mestres da lei e os fariseus se assentam na cadeira de Moisés. Obedeçam-lhes e façam tudo o que eles lhes dizem. Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam” (Mt 23.2-3) Cabe aqui a pergunta: Estamos vivendo em público e em particular o que anunciamos nos púlpitos, nos programas de rádio e televisão, nos livros e periódicos, nos sites e nas escolas e universidades?

Não é o que parece, levando em consideração, por exemplo, a declaração de dois médicos brasileiros, Vicente Amato Neto (professor emérito da Faculdade de Medicina da USP) e Jacyr Pasternack (doutor em medicina pela UNICAMP): “Embora as várias religiões, e não apenas a católica, considerem que a castidade até o casamento e a sinceridade férrea depois deste sejam obrigações pétreas, elas não conseguem que tais diretivas sejam seguidas por todos os seus líderes laicos ou clericais, sejam eles padres ou pastores. Não dá para tampar o sol com uma peneira — é só olhar e ver o que acontece”.3

Nós mesmos estamos nos acusando e colocando em dúvida a vantagem do crescimento exclusivamente numérico no catolicismo, no protestantismo e no pentecostalismo.

Da parte do catolicismo, temos o pronunciamento de Dom Eugênio Sales, arcebispo emérito do Rio de Janeiro: “Dizem que são 122 milhões de católicos batizados no Brasil. Se saísse a metade, a Igreja não ficaria prejudicada”.4 Da parte dos evangélicos, temos a pergunta do conhecido expositor da Bíblia Russell Shedd: “Somos mais ou menos 25 milhões de evangélicos no Brasil. Onde está o poder dessa multidão?”5 Da parte dos pentecostais, temos a indignação de Rikk Watts, assembleiano, professor do Regent College, em Vancouver, Canadá: “De cada 20 pessoas no mundo, uma é pentecostal. E o mundo não é um lugar lindo. O que está errado?”6

Em entrevista à Veja, o principal vaticanólogo italiano, Giancarlo Zizola, disse que “o cristianismo não poderá existir no futuro como religião de sociedade, e sim como religião de testemunho”. Para tanto, será preciso liberar o cristianismo da cristandade, isto é, “desatá-lo dos regimes da cristandade — nos quais a religião cresce apenas vegetativamente, protegida por uma rede social e estatal”. Para Zizola é preciso acabar com a assimetria entre o cristianismo e a cristandade.7

A igreja gloriosa precisa de santos no púlpito e nos bancos. Não de santos beatificados e canonizados depois de mortos, mas de santos vivos, audíveis, visíveis e palpáveis, nos seminários, nos conventos, nos templos, na mídia, na sociedade, em casa e nos lugares de trabalho, exalando “o aroma de Cristo entre os que estão sendo salvos e os que estão perecendo” (2 Co 2.15). Pois “toda alma que se eleva, eleva o mundo”, como reza a exortação Reconciliatio et poenitentia, de João Paulo II. O inverso também é verdade: “Uma alma que se deixa abaixar pelo pecado abaixa consigo mesma a igreja e, de certo modo, o mundo inteiro”.8

Não será isso que está acontecendo hoje com a igreja gloriosa?

quinta-feira, 25 de abril de 2013

O que Spurgeon pregaria hoje?

  O pregador inglês Charles Haddon Spurgeon nasceu em 19 de junho de 1834 e começou a pregar em 1850. Ele, que tem sido considerado o príncipe dos pregadores e um apologista exemplar, pregou o Evangelho e combateu heresias e modismos de seu tempo até 1892, quando partiu para a eternidade. As citações abaixo deixam-nos com a impressão de que ele se referia aos trabalhosos dias em que vivemos.


"A apatia está em toda parte. Ninguém se preocupa em verificar se o que está sendo pregado é verdadeiro ou falso. Um sermão é um sermão, não importa o assunto; só que, quanto mais curto, melhor" ("Preface", The Sword and the Trowel [1888, volume completo], p.iii). Meu Deus, se naquela época as coisas já estavam assim, o que Spurgeon diria hoje?!

"Haveria Jesus de ascender ao trono por meio da cruz, enquanto nós esperamos ser conduzidos para lá nos ombros das multidões, em meio a aplausos? (...) se você não estiver disposto a carregar a cruz de Cristo, volte à sua fazenda ou ao seu negócio e tire deles o máximo que puder, mas permita-me sussurrar em seus ouvidos: 'Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?'" ("Holding Fast the Faith", The Metropolitan Tabernacle Pulpit, vol.34 [Londes, Passmore and Alabaster, 1888], p.78). O sermão acima foi pregado em 5 de fevereiro de 1888, quando Spurgeon estava sendo censurado por defender o Evangelho. O que ele falaria hoje das pregações antropocêntricas, que nada falam acerca do Senhor Jesus e sua gloriosa obra vicária?

"Estão as igrejas vivenciando uma condição saudável ao terem apenas uma reunião de oração por semana e serem poucos que a frequentam?" ("Another Word Concerning the Down-Grade", The Sword and the Trowel [agosto, 1887], pp.397,398). Infelizmente, o chamado "louvorzão" tem substituído o período de oração, em nossos cultos. Spurgeon ainda fala!

"O fato é que muitos gostariam de unir igreja e palco, baralho e oração, danças e ordenanças. Se nos encontramos incapazes de frear essa enxurrada, podemos, ao menos, prevenir os homens quanto à sua existência e suplicar que fujam dela. Quando a antiga fé desaparece e o entusiasmo pelo evangelho é extinto, não é surpresa que as pessoas busquem outras coisas que lhe tragam satisfação. Na falta de pão, se alimentam de cinzas; rejeitando o caminho do Senhor, seguem avidamente pelo caminho da tolice" ("Another Word Concerning the Down-Grade", The Sword and the Trowel [agosto, 1887], p.398). Spurgeon disse isso em 1887 mesmo?!

"Não há dúvidas de que todo tipo de entretenimento, que manifesta grande semelhança com peças teatrais, tem sido permitido em lugares de culto, e está, no momento, em alta estima. Podem essas coisas promover a santidade ou nos ajudar na comunhão com Deus? Poderiam os homens, ao se retirarem de tais eventos, implorar a Deus em favor da salvação dos pecadores e da santificação dos crentes?" ("Restoration of Truth and Revival", The Sword and the Trowel [dezembro, 1887], p.606). Hoje, os seguidores da "nova onda" revoltam-se contra os que defendem o Evangelho. Mas o que diriam eles de Spurgeon?

Ciro Sanches Zibordi

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Declaração de independencia ISRAEL 65 anos.

No dia 16 de abril de 2013, o Estado de Israel comemora seu 65º aniversário. Vale a pena relembrar trechos de sua Declaração de Independência, que desde 1948 norteia os rumos do país:
"A TERRA DE ISRAEL foi o lugar onde nasceu o povo judeu. Aqui sua identidade espiritual, religiosa e nacional foi formada. Aqui eles conquistaram independência e criaram uma cultura de significado nacional e universal. Aqui eles escreveram a Bíblia e a deram ao mundo." 
"Impulsionados por este vínculo histórico, os judeus lutaram através dos séculos para voltar à terra de seus antepassados e recuperar seu país."
"Nas últimas décadas, eles voltaram em massas. Recuperaram o deserto, reviveram sua língua, construíram cidades e aldeias e estabeleceram uma comunidade vigorosa e crescente, com vida própria econômica e cultural.Eles buscaram a paz, mas sempre estiveram preparados para se defender."
"Em meio a uma brutal agressão, instamos aos habitantes árabes do Estado de Israel para que retornem aos caminhos da paz e façam sua parte no desenvolvimento do país, com total e igual cidadania e a devida representações em seus órgãos e instituições."
"Oferecemos paz e boa-vizinhança a todos os Estados vizinhos e seus povos, e os convidamos a cooperar com a nação independente hebraica para o bem comum de todos."
"O ESTADO DE ISRAEL será aberto à imigração de judeus de todos os países de sua dispersão; promoverá o desenvolvimento do país em benefício de todos os seus habitantes; será baseado nos preceitos de liberdade, justiça e paz ensinados pelos profetas hebreus."
"Defenderá total igualdade social e política para todos os seus cidadãos, sem distinção de raça, credo ou sexo; garantirá total liberdade de consciência, culto, educação e cultura; protegerá a santidade e inviolabilidade dos templos e lugares sagrados de todas as religiões."
"Este reconhecimento, pelas Nações Unidas do direito do povo judeu a estabelecer seu Estado independente, não pode ser revogado. Ele é um direito auto-evidente do povo judeu de ser uma nação como todas as outras nações, em seu próprio Estado soberano."
"Nosso chamado vai ao povo judeu em todo o mundo, para que se junte a nós na tarefa de imigração e desenvolvimento e fique ao nosso lado na grande luta para o cumprimento do sonho de gerações – a redenção de ISRAEL."
 Fonte ;Chamada da meia noite.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

TODA PESSOA TEM UM NOME

Na manhã de 08 de abril, os israelenses pararam por dois minutos em homenagem às vítimas do Holocausto.
No Parlamento de Israel foi realizada a cerimônia anual Toda pessoa tem um nome, lembrando que cada um dos 6.000.000 de mortos era um filho, pai, mãe, marido ou esposa.
O nome do evento foi tirado do poema da escritora israelense Zelda Mishkovsky. Veja abaixo a tradução:

Toda pessoa tem um nome
dado por Deus
e por seu pai e por sua mãe

Toda pessoa tem um nome
dado por sua altura
e por seu sorriso

Toda pessoa tem um nome
dado pelas montanhas
e por suas paredes

Toda pessoa tem um nome
dado pelas estrelas
e por seus vizinhos

Toda pessoa tem um nome
dado por seus pecados
e por seus desejos

Toda pessoa tem um nome
dado por seus inimigos
e por seu amor

Toda pessoa tem um nome
dado por suas festas
e por seu trabalho

Toda pessoa tem um nome
dado pelas estações do ano
e por sua cegueira

Toda pessoa tem um nome
dado pelo mar
e por sua morte.

(Renato Aizenman

Frear o crescimento evangélico é o principal desafio do papa, diz cardeal

O bispo emérito de Washington DC (Estados Unidos), Theodore McCarrick, acredita que a vinda do papa Francisco ao Brasil no mês de julho poderá servir para frear o crescimento das igrejas evangélicas no país.
A afirmação foi feita durante o Diálogo Interamericano de Washigton que aconteceu depois de um mês da escolha do novo líder da Igreja Católica.
A escolha de Francisco para liderar a igreja pode ter relações com a diminuição do número de católicos na América Latina, um fato diretamente ligado ao crescimento das igrejas protestantes, principalmente as neopentecostais.
“Quando o papa visitar o Brasil fará com que os cidadãos vejam a importância da Igreja Católica e ali fará com entusiasmo, dirigindo diretamente às pessoas, fazendo com que vejam que existe uma grande diferença entre essa confissão e a evangélica”, disse o bispo americano que esteve no conclave que elegeu o argentino Jorge Mario Bergoglio como o novo papa, mas não pode votar por já ter 83 anos.
O Brasil será o primeiro país da América Latina a ser visitado por Francisco que virá participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que deve reunir milhões de pessoas no Rio de Janeiro.
O papa também deve passar pela a Argentina e pelo Chile ainda no mês de setembro, o que reforça a ideia de que seu papel será o de tentar frear o crescimento dos evangélicos na região que somada ao Caribe chega a ter 107 milhões de protestantes. Com informações EL País.
Fonte:Gospel prime

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Grupo judeu retoma sacrifícios em preparação para o “Terceiro Templo”

A maioria dos judeus espera a construção do Terceiro Templo como parte do cumprimento das profecias do Antigo Testamento e anúncio da vinda do Messias. Mas na última Páscoa (29/03), um grupo judeu ortodoxo realizou um sacrifício em frente ao Monte do Templo, em Jerusalém, seguindo o ritual descrito nos Livros de Moisés.
Esse “abate ritual” não foi meramente uma reconstituição histórica, mas, sim um “ensaio profético”  antes da reconstrução do Templo. Nos últimos anos, esses sacrifícios foram realizados com a anuência do governo, mas o de 2013 surpreendentemente recebeu um veto do Serviço de Veterinária de Israel, que se recusou a dar autorização para o evento.
Os organizadores precisaram levar a questão até o tribunal, e conseguiram uma liminar permitindo o ritual. Os diferentes grupos envolvidos no caso foram liderados pelo rabino Yehuda Glick, o qual explica que o ritual foi realizado com o máximo de precisão bíblica possível.
“Nós tomamos o animal, como manda a Torá, fizemos um altar como era antigamente, e uma cozinha construída de acordo com a halachá [lei judaica]. Nós abatemos o animal com os Leviim cantando e usando as roupas sacerdotais, assim como era o sacrifício do Pessach [Páscoa] de nossos antepassados”.
Os leviim são judeus da tribo bíblica de Levi, cujos membros celebravam as cerimônias no antigo Templo. Para o rabino Glick, o ritual foi comovente. ”O simbolismo de ficarmos em pé, diante do Monte do Templo e nos preparando para o sacrifício da Páscoa, sem dúvida, foi um momento especial”, resumiu. Com informações Israel National News.
Assista:
Fonte: Gospel prime.

Uma em cada quatro pessoas acredita que o presidente Barack Obama seja o anticristo

A possibilidade de que o presidente Barack Obama seja o anticristo é considerada real ou plausível por 26% dos norte-americanos. Essa informação foi revelada por um levantamento nacional feito pelo instituto Polling de Políticas Públicas.
O site WND ironizou a informação dizendo que a boa notícia para a Casa Branca é que 74% da população discorda desspensamento.
A teoria de que Obama seria o anticristo é levantada frequentemente por líderes religiosos tidos como sensacionalistas, tanto nos Estados Unidos quanto em outros países.
Temas como Aquecimento Global, Osama Bin Laden e outros também fizeram parte da pesquisa.
Sobre o aquecimento do planeta, 37% dos entrevistados acredita que tudo que é falado a respeito do assunto trata-se de uma farsa que faria parte de uma conspiração.
Osama Bin Laden ainda estaria vivo para 6% dos entrevistados, que acreditam igualmente que a ofensiva do exército norte-americano para matar o terrorista seria um jogo de cena. Até a ida do homem à Lua teria sido falsificada, segundo a crença de 7% dos entrevistados.
Esse tipo de pesquisa, sobre teorias conspiratórias, são muito comuns nos Estados Unidos, e dão uma amostra de como a sociedade norte-americana enxerga suas questões internas.
Fonte Gospel Mais.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Ativistas gays organizam “beijaço de repúdio” ao pastor Marco Feliciano em São Paulo

A Avenida Paulista será palco de uma manifestação contrária ao pastor Marco Feliciano neste sábado, 23 de março. O ato está sendo organizado por uma página no Facebook e pretende reunir manifestantes num “beijaço de repúdio” à permanência do deputado na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM).
Intitulado “O Amor contra o Ódio: Feliciano não”, a manifestação informa em sua página que a proposta é “combater o ódio com o amor”. Na contagem dos que confirmaram presença, a página já conta com 422 manifestantes.
Os organizadores fazem alusão ao impeachment do ex-presidente Fernando Collor e convoca os manifestantes: “Estamos ganhando força no movimento, mas para que seja contínuo precisamos de seu apoio, sua mobilização, seu amor! Venha participar também deste ato, vamos mostrar que o nosso amor é maior que o ódio dos intolerantes! Amigos, fazem 21 anos que um ‘frágil’ movimento estudantil conseguiu derrubar Collor, agora é a nossa vez de fazer história! Nosso movimento está ganhando forças e se assim nos mantermos iremos concretizar o grito das minorias pela liberdade!”, diz o texto na rede social.
“Beijaço” tem sido uma forma de protesto bastante utilizada pelos manifestantes ligados ao movimento homossexual e simpatizantes. Um dos organizadores do “beijaço de repúdio” contra o pastor Marco Feliciano é o historiador Augusto Menna Barreto, que se identifica como “gay e ateu”.
Avaaz
O site de protestos Avaaz registra o envio de mais de 20 mil e-mails de protesto contra Feliciano, segundo informações da jornalista Mônica Bergamo. Em sua coluna na Folha de S. Paulo, Mônica diz que a Avaaz tem concentrado o envio de e-mails para os membros do PSC.
Segundo a jornalista, “a ação pretende mostrar aos correligionários de Feliciano que a polêmica pode desgastar a legenda, prejudicando seus anseios eleitorais”. O abaixo-assinado hospedado pelo site contra o pastor já somaria 450 mil assinaturas, e o favorável a ele, 261 mil.
Fonte; Gospel +

terça-feira, 19 de março de 2013

Escolha do novo papa teve como base critérios políticos e estratégicos

Embora inédita, a eleição do cardeal e também jesuíta, Jorge Mario Bergoglio, agora Francisco, teve como base critérios políticos e estratégicos. Políticos porque ocorre em um momento em que a América Latina perde a figura do ex-presidente venezuelano, Hugo Chávez, e da disputa da Argentina pelas ilhas Malvinas – hoje possessão do Reino Unido. O suposto envolvimento de Bergoglio – segundo revelações do jornalista Horacio Verbitsky, em seu livro “El Silencio”, publicado em 2005  - com a ditadura argentina, entre as décadas de 70 e 80, e as constantes críticas ao kirchnerismo dão margem a questionamentos.
A delicada relação entre a Argentina e o Vaticano teve um episódio central em junho de 2008 quando o primeiro ministro do papa Bento XVI, Tarcísio Bertoni, realizou uma reunião de 40 minutos, em Roma, com a presidenta Cristina Kirchner, ocasião em que foi tratado o pedido de criação de uma nova diocese de Tierra Del Fuego, que não incluiria as ilhas Malvinas. O pedido, visto pelo governo argentino como uma tentativa do Vaticano de retirar a Igreja Católica Malvina da jurisdição da província austral da Argentina, foi abandonado após a visita de Kirchner ao Vaticano.
Estratégicos porque havia a necessidade da eleição de um papa não europeu como forma de contraposição ao eurocentrismo decadente dos últimos 493 anos – neste período apenas papas de origem europeia comandaram a Igreja. A Argentina, por suas características culturais e de organização semelhantes à de países europeus, seria uma opção aceitável para a escolha de um cardeal latino-americano. As raízes italianas de Bergoglio e sua relação com cardeais brasileiros e lideranças do Vaticano também foram levadas em consideração no conclave.
Finalmente, a partir de um cardeal argentino a Igreja poderia exercer maior influência sobre outros países da América do Sul, dentre os quais o Brasil onde a perda de fieis para igrejas evangélicas cresce em um ritmo crescente e que, portanto, passou a ser motivo de preocupação por parte da Cúria Romana. Dessa forma, a Igreja conseguiu “solucionar” três entraves: a da necessidade de um papa extraeuropeu, a busca por uma figura próxima aos ideais conservadores e o começo da contenção da debandada de fieis para outras religiões, dentre as quais as igrejas evangélicas.
fonte: Gospel +