Mostrando postagens com marcador Meditação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Meditação. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de maio de 2013

DAVI E SUAS FORMAS DE RESOLVER PROBLEMAS.

Todos nós lutamos com diversos problemas e dificuldades – seja na vida profissional ou em nossas famílias e casamentos. Inúmeras pessoas não conseguem mais dar conta dos seus problemas. Por isso a Bíblia nos convida a lançar nossas cargas sobre Jesus: “Confia os teus cuidados ao Senhor, e ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado” (Sl 55.22).
Davi era uma pessoa como eu e você, com traços de caráter positivos e negativos. Ele sabia o que era simpatia e antipatia, era uma pessoa com pontos fortes e outros menos fortes. Mas, apesar de seus erros e fraquezas, Davi era uma pessoa que buscava a Deus de todo o coração. Ele tinha consciência profunda de sua pecaminosidade. E justamente por isso ele vivia na dependência do perdão de Deus. Além disso, Davi era um homem ligado à Bíblia, que amava a Palavra de Deus e se orientava por ela. Davi se destacou acima de tudo por uma coisa: seu profundo anseio pela salvação de Deus, seu anseio pelo Salvador: “Suspiro, Senhor, pela tua salvação...” (Sl 119.174).

Dois enganos

Antes de mais nada, quero corrigir dois enganos. São enganos que freqüentemente nos atrapalham e nos impossibilitam de lidar corretamente com nossos problemas:
1. É um engano pensar que cristãos devotados a Deus não adoecem, não têm problemas e permanecem protegidos do perigo e da doença. Ouvimos com freqüência: “Você só precisa ter a fé certa, dedique-se totalmente a Deus, viva de acordo com a Sua Palavra – e tudo vai ficar bem! Você terá saúde, não terá problemas, suas dificuldades financeiras vão se dissipar no ar, e também na sua família só haverá felicidade”. Esse ponto de vista não é biblicamente sustentável e está baseado em um engano! É isto que analisaremos agora com ajuda da Bíblia, ou seja, pela vida de Davi: o próprio Deus deu o seguinte testemunho a respeito dele e de sua vida de fé: “Achei Davi... homem segundo o meu coração...” (At 13.22). Mas apesar desse testemunho positivo de Deus, a vida de Davi era tudo, menos livre de problemas e preocupações. Pelo contrário: havia um sem-fim de diferentes sofrimentos e provações. Por exemplo: ainda menino, Davi foi obrigado a se considerar como alguém cuja única serventia era cuidar das ovelhas da família. Ele era sempre hostilizado. Seu irmão mais velho só o tratava com desprezo. Seu protetor (Saul) o decepcionou e queria matá-lo. Sua esposa o ridicularizou publicamente. Seu amigo o traiu e seu próprio filho o expulsou de casa, roubou seu trono e queria liquidá-lo por meio de um golpe de Estado. Disso concluímos que é possível alguém ser descrito como “um homem (ou uma mulher) segundo o coração de Deus” e, ao mesmo tempo, levar uma vida cheia de provações.
Vamos nos precaver contra o erro de pensar que os cristãos não ficam doentes, não enfrentam problemas, são imunes à depressão e estão sempre felizes!
O apóstolo Paulo também nos adverte contra uma conclusão errônea: “Tu, porém, tens seguido, de perto, o meu ensino, procedimento, propósito, fé, longanimidade, amor, perseverança, as minhas perseguições e os meus sofrimentos, quais me aconteceram em Antioquia, Icônio e Listra, – que variadas perseguições tenho suportado! De todas, entretanto, me livrou o Senhor. Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Tm 3.10-12). Para Paulo estava claro que a vida como cristão pode acarretar dificuldades. É isso que os 2000 anos de história da Igreja de Cristo também mostram. Lemos, por exemplo, numa publicação da Aliança Evangélica Alemã do dia 11 de novembro de 2005: “Ninguém pode determinar com precisão o número dos mártires – as estimativas ficam entre 90.000 e 175.000. E a quantidade de cristãos torturados, ridicularizados e expulsos em todo o mundo nem sequer pode ser estimada”. Vamos nos precaver contra o erro de pensar que os cristãos não ficam doentes, não enfrentam problemas, são imunes à depressão e estão sempre felizes!
2. É um erro pensar que o pecado não tem conseqüências. É freqüente que justamente pessoas com educação cristã pensem: “Que nada, não importa como eu vivo, o que eu faço e como brinco com o pecado: isso não é tão trágico. A qualquer momento posso chegar até Jesus, Ele sempre está disposto a perdoar”. Bem, é totalmente correto e bíblico que Deus sempre perdoa, e faz isso com prazer: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 Jo 1.9). Mas, atenção: essa medalha também tem o seu reverso: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7). Esse versículo se dirige explicitamente a pessoas que se dizem cristãs – e mesmo assim brincam com o pecado. Deus incumbiu Paulo de nos advertir, e o sentido de suas palavras é o seguinte: “Elimine o engano a respeito do seu comportamento pecaminoso e errado, pois o seu pecado não ficará sem conseqüências”. Se estou infectado com o vírus da AIDS e me arrependo, Deus tem prazer em perdoar. Mas as conseqüências permanecerão comigo. Se eu ignorar todos os conselhos e casar com uma pessoa não-cristã, mesmo sabendo o que é correto, Deus terá prazer em perdoar – se eu reconhecer o pecado. Mas as conseqüências da desobediência não podem ser desfeitas.
A vida de Davi nos ensina com toda a clareza que o comportamento pecaminoso sempre tem as suas conseqüências: Davi adulterou com Bate-Seba. Além disso, mandou matar o marido dela. Davi agiu de forma conscientemente contrária à Palavra de Deus. Ele achou que podia brincar com o pecado. Davi se arrependeu do pecado (Sl 32, 38 e 51) e também tinha certeza de ter recebido o perdão de Deus (2 Sm 12.13). Mas não havia como desfazer o assassinato. O adultério de Davi veio à tona, pois Bate-Seba ficou grávida. E assim Deus disse a Davi: “Por que, pois, desprezaste a palavra do Senhor, fazendo o que era mal perante ele? A Urias, o heteu, feriste à espada; e a sua mulher tomaste por mulher, depois de o matar com a espada dos filhos de Amom. Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto me desprezaste e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para ser tua mulher. Assim diz o Senhor: Eis que da tua própria casa suscitarei o mal sobre ti, e tomarei tuas mulheres à tua própria vista, e as darei a teu próximo, o qual se deitará com elas, em plena luz deste sol” (2 Sm 12.9-11). Portanto, as conseqüências eram gravíssimas! De repente, os acontecimentos trágicos começaram a se suceder na casa de Davi: primeiro, um de seus filhos estuprou sua própria meia-irmã. Esse ato horrível acarretou um fratricídio. Em seguida, Absalão se rebelou contra o pai; ele organizou um golpe de Estado, desrespeitou publicamente as esposas de seu pai e, no fim, acabou assassinado.
Se eu ignorar todos os conselhos e casar com uma pessoa não-cristã, mesmo sabendo o que é correto, Deus terá prazer em perdoar – se eu reconhecer o pecado. Mas as conseqüências da desobediência não podem ser desfeitas.
O pecado pode ser comparado a uma pedra jogada em um espelho d’água. Muito depois que a pedra (o pecado) desapareceu, os círculos (as conseqüências) ainda se espalham pela superfície. O trágico é que não apenas Davi foi atingido, mas também todos aqueles que o cercavam. Por isso, não permaneça na ilusão de que o pecado não tem conseqüências. Ele é perdoado, sim, quando há arrependimento, mas não é desfeito, e as conseqüências ficam.

Problemas provocados e não provocados

Na nossa vida há dois tipos de problemas: aqueles que nós mesmos causamos e aqueles dos quais não temos culpa. São problemas com origens diferentes, mas ambos estão presentes em nossas vidas. Porém, podemos e devemos aprender a lidar com eles:

Os problemas não provocados

Durante sua vida, Davi foi confrontado com problemas, provações e sofrimentos, como qualquer pessoa. Infelizmente, a vida é assim, uma conseqüência desagradável do pecado. Não foi à toa que Moisés disse com relação à vida humana: “Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado...” (Sl 90.10). Isso significa que canseira e enfado são as conseqüências lógicas e inevitáveis do pecado.

Os problemas provocados

Esses problemas são resultado da desobediência consciente em relação à Palavra de Deus. Apesar de a culpa em si ser removida quando aceitamos o perdão, é possível que tenhamos de arcar com algumas conseqüências.
Em sua vida, Davi enfrentou os dois tipos de dificuldades. A forma com que ele lidou com elas é notável:
– Certo dia Davi se escondeu em uma caverna úmida e escura. Saul queria matá-lo. Não havia mais nenhuma forma de escapar. Então Davi escreveu o Salmo 57: “Firme está o meu coração, ó Deus, o meu coração está firme; cantarei e entoarei louvores. Desperta, ó minha alma! Despertai, lira e harpa! Quero acordar a alva. Render-te-ei graças entre os povos; cantar-te-ei louvores entre as nações. Pois a tua misericórdia se eleva até aos céus, e a tua fidelidade, até às nuvens. Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus; e em toda a terra esplenda a tua glória” (vv. 7-11).
– Quando Davi ficou sabendo que muitos de seus amigos sacerdotes tinham sido mortos, ele escreveu o seguinte no Salmo 52: “...esperarei no teu nome, porque é bom” (v. 9).

Como Davi lidava com as dificuldades

Davi solucionava seus problemas, independentemente dele mesmo tê-los causado ou não, confiando-os a Deus. O Salmo 55 também demonstra esse tipo de atitude. O pano de fundo histórico relativo a esse salmo pode ser encontrado nos capítulos 15 a 18 do segundo livro de Samuel: Absalão, o filho de Davi, tinha assumido o poder por meio de um golpe de Estado. Davi estava fugindo dele. Seu próprio filho queria não apenas a coroa, mas também desejava matá-lo. Além disso, um dos amigos de Davi tinha se bandeado para o lado do revoltoso. Em sua fuga, Davi sofreu humilhação pública, foi apedrejado e amaldiçoado. Como ele lidou com isso?
O pecado pode ser comparado a uma pedra jogada em um espelho d’água. Muito depois que a pedra (o pecado) desapareceu, os círculos (as conseqüências) ainda se espalham pela superfície.

Primeiro, Davi simplesmente ficou quieto

Esses acontecimentos absurdos deixavam-no sem palavras, mas ele sabia de uma coisa: “Eu mesmo tenho culpa da situação ter chegado a este ponto. Ela é conseqüência do meu pecado”. E assim Davi ordenou aos seus servos que queriam dar uma lição no apedrejador: “Deixai-o; que amaldiçoe, pois o Senhor lhe ordenou” (2 Sm 16.11). Davi estava consciente do fato de que Deus permitia esse sofrimento. Por isso, ele não se rebelou. Será que nós também conseguimos, por princípio, aceitar as provações? Era o que Davi fazia!

Davi transformou suas preocupações em orações!

Como ele fazia isso? “Dá ouvidos, ó Deus, à minha oração; não te escondas da minha súplica. Atende-me e responde-me” (Sl 55.1-2). Davi contava que Deus ouviria, veria, conheceria a situação e estaria ao seu lado para ajudá-lo. Como você lida com essas situações difíceis? Você logo pega o telefone para contar a outra pessoa, ou primeiro derrama seu coração diante de Deus? No Salmo 62.8 Davi convida: “Confiai nele, ó povo, em todo tempo; derramai perante ele o vosso coração; Deus é o nosso refúgio”.

Davi lidava de forma honesta com a sua situação

Ele não tinha vergonha de reconhecer que estava mal: “Atende-me e responde-me; sinto-me perplexo em minha queixa e ando perturbado, por causa do clamor do inimigo e da opressão do ímpio; pois sobre mim lançam calamidade e furiosamente me hostilizam. Estremece-me no peito o coração, terrores de morte me salteiam; temor e tremor me sobrevêm, e o horror se apodera de mim” (Sl 55.2-5). Davi estava perto de um colapso, o suor frio do medo corria pelas suas costas.

Davi queria fugir e simplesmente esquecer tudo

Seria tão bom: pegar um avião, curtir o sol e o mar, simplesmente desligar. E assim escreveu Davi: “Então, disse eu: quem me dera asas como de pomba! Voaria e acharia pouso. Eis que fugiria para longe e ficaria no deserto. Dar-me-ia pressa em abrigar-me do vendaval e da procela” (Sl 55.6-8). Mas quando os problemas são reais, uma ilha deserta não ajuda em nada. Comprimidos e álcool também não são a solução correta. O que fazer?

Frustração, raiva e ódio precisam sair!

Davi sabia que precisava enfrentar a situação. As desculpas esfarrapadas não adiantavam nada, pois só levariam a novos becos sem saída. Por isso, ele continuou escrevendo: “Destrói, Senhor, e confunde os seus conselhos, porque vejo violência e contenda na cidade. Dia e noite giram nas suas muralhas, e, muros a dentro, campeia a perversidade e a malícia; há destruição no meio dela; das suas praças não se apartam a opressão e o engano. Com efeito, não é inimigo que me afronta; se o fosse, eu o suportaria; nem é o que me odeia quem se exalta contra mim, pois dele eu me esconderia; mas és tu, homem meu igual, meu companheiro e meu íntimo amigo. Juntos andávamos, juntos nos entretínhamos e íamos com a multidão à Casa de Deus. A morte os assalte, e vivos desçam à cova! Porque há maldade nas suas moradas e no seu íntimo” (Sl 55.9-15). Davi precisava desabafar. Por isso, ele se pôs de joelhos e colocou tudo para fora, expondo toda a sua raiva diante de Deus. Você também sabe o que é fermentar, cozinhar e ferver por dentro? Como você lida com isso?
Davi obteve alivío clamando a Deus: “Eu, porém, invocarei a Deus, e o Senhor me salvará. À tarde, pela manhã e ao meio-dia, farei as minhas queixas e lamentarei; e ele ouvirá a minha voz” (vv. 16-17). Mas por que também à noite? Porque a pressão e o coração sobrecarregado não nos deixam dormir bem. Se não conseguimos fechar os nossos olhos por causa dos problemas, precisamos de uma válvula de escape. Existe apenas uma única coisa que realmente ajuda e é totalmente saudável: a oração. Por isso: faça de suas preocupações e provações uma oração!

Apesar das circunstâncias difíceis, Davi não ficou desconcertado

Ele estava mais velho. A fuga foi cansativa e incômoda, ele estava acostumado ao conforto da vida na corte. No caminho, pessoas jogaram pedras nele e o cobriram de xingamentos. A morte o perseguia de perto. Desertos quentes, noites geladas e a fome esperavam por ele. Até mesmo o amigo o traíra. Tudo era contra ele.
Mas Davi já tinha experimentado o socorro de Deus em tantas ocasiões durante a sua vida que mesmo agora, apesar de todas as circunstâncias contrárias, ele mais uma vez escreveu: “Confia os teus cuidados ao Senhor, e ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado. Tu, porém, ó Deus, os precipitarás à cova profunda; homens sanguinários e fraudulentos não chegarão à metade dos seus dias; eu, todavia, confiarei em ti” (Sl 55.22-23). Davi estava dizendo o seguinte: “Senhor, posso descansar; Senhor, posso confiar em Ti; Senhor, posso ter certeza de que Tu saberás lidar com a minha situação. Independentemente do que enfrento, posso ter essa certeza: Tu, Senhor, alcançarás Teu objetivo comigo”. Você também pode orar ao Senhor nesse sentido: “eu, todavia, confiarei em ti”! (Samuel Rindlisbacher )
Fonte-Chamada de meia noite.
 

sexta-feira, 23 de março de 2012

Coisas que declaramos crer, mas que provavelmente não cremos



1) Declaramos acreditar que, a Bíblia é a palavra de Deus – Mas quantas horas por dia passamos lendo, meditando e aprendendo com a Bíblia?

2) Declaramos acreditar na missão da Igreja – Mas quantas almas ganhamos para Cristo? – O que temos feito realmente por missões? – Quanto tempo passamos em oração pelas almas?

3) Declaramos acreditar que, buscando o Reino de Deus e a sua justiça, as demais coisas são acrescentadas – Mas porque a maioria dos cristãos passam a maior parte do tempo buscando as demais coisas?

4) Declaramos acreditar que existe o inferno – Mas qual tem sido a nossa urgência diante desta declaração em pregar o evangelho de Cristo para regatar vidas da perdição eterna?

5) Declaramos acreditar que existe o céu – Mas porque não vivemos na terra com a alegria, a esperança e a fé daqueles que herdarão a eternidade com Cristo? Uma vez que, infelizmente, muitas pessoas não desejam serem cristãos pelo péssimo testemunho de alguns que cantam “Aleluia para o céu eu sigo caminhando”.

6) Declaramos acreditar que a Igreja é um corpo e uma família – Mas porque muitas pessoas que se dizem igreja, vivem se gladiando e guerreando entre si?

7) Declaramos acreditar no poder da oração – Mas quanto tempo dedicamos a orar e falar com Deus?

8) Declaramos acreditar nos estragos causados pelo pecado – Mas quanto vigiamos e lutamos contra o pecado?

9) Declaramos acreditar no arrebatamento da Igreja – Mas porque muitos cristão vivem como se nunca deixariam o mundo?

10) Declaramos ser amigos de Cristo – Mas a declaração de Jesus é está: “Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando.” (João 15.14)

Oração: Pai, que as nossas declarações de fé não sejam apenas expressões ideológicas condicionadas à religiosidade, mas que antes, seja realmente a expressão de nossas vidas em gratidão pelo Teu amor revelado em Cristo Jesus, nosso Senhor!

Pr Samuel Torralbo .

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Neste carnaval use a armadura e não a máscara

blog do Pr. Marcos Maçan: Neste carnaval use a arm...
Que o carnaval é uma festa da carne, todo cristão já sabe, mas ainda tem muitos preocupados com qual máscara usar na festa da carne. No dicionário Novo Aurélio Século XXI, o carnaval é descrito de três formas enfáticas. Se o que os líderes dizem não fica claro, o próprio dicionário esclarece o que é o carnaval: 1. No mundo cristão medieval, período de festas profanas que se iniciava, geralmente, no dia de Reis (Epifania) e se estendia até a quarta-feira de cinzas, dia em que começavam os jejuns quaresmais. Consistia em festejos populares e em manifestações sincréticas oriundas de ritos e costumes pagãos, como as festas dionisíacas, as saturnais, as lupercais, e se caracterizava pela alegria desabrida (insolente), pela eliminação da repressão e da censura, pela liberdade de atitudes críticas e eróticas. 2.Os três dias imediatamente anteriores à quarta-feira de cinzas, dedicados a diferentes sortes de diversões, folias e folguedos populares, com disfarces e máscaras; tríduo de momo (três dias dedicados ao deus da sátira e do riso). 3. Confusão, trapalhada, desordem”.
Depois de ler esta descrição sábia, fica ainda mais evidente que a postura do cristão nesta festa deve ser: fazer a diferença. Para isso é necessário deixar as máscaras de lado e se revestir d a armadura do crente, a qual é tão importante, que para deixar clara na mente, aqui está por completa. Mesmo que você saiba este texto, faça um esforço e leia por completo: “Finalmente, fortaleçam-se no Senhor e no seu forte poder. Vistam toda a armadura de Deu s , para poderem ficar firmes contra as ciladas do Diabo, pois a nossa luta não é contra seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais. Por isso, vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo. Assim, mantenham-se firmes , cingindo-se com o cinto da verdade, vestindo a couraça da justiça e tendo os pés calçados com a prontidão do evangelho da paz. Além disso, usem o escudo da fé, com o qual vocês poderão apagar todas as setas inflamadas do Maligno. Usem o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus. Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica; tendo isso em mente, estejam atentos e perseverem na oração por todos os santos” (Efésios 6.10-18).
Parabéns aos cristãos que neste período de carnaval saem às ruas vestindo a camisa de Cristo, deixando o Espírito Santo usar suas vidas e m prol do Reino . Com o instrumentos de Deus levam almas a Jesus e fazem a diferença . Parabéns aos cristãos que neste período de carnaval participam de retiros espirituais para a batalha de todo o restante do ano. Para que não só o mundo, mas dentro das igrejas, consigam ir contra o pecado e as manifestações de Satanás.
Quanto aos jovens e adultos, líderes ou não, que enganam a si mesmos com diversas máscaras durante todo o ano, ora-se para que o carnaval revele a sua real aparência. E em seguida, deixem o próprio Espírito Santo modificar sua vida. Que a Bíblia seja mais do que um livro histórico e sirva como Palavra viva, modificadora e fortalecedora para cristãos e não cristãos. Que todos os que seguem a Cristo não apenas saibam das armas espirituais, mas também as usem

sábado, 24 de setembro de 2011

blog do Pr. Marcos Maçan: Mulheres consagradas: Instrumentos de Deus para esta geração



blog do Pr. Marcos Maçan: Mulheres consagradas: Instrumentos de Deus para esta geração
Ester 2.7,17; 4.10-16
O livro de Ester tem sido alvo de diversas críticas por parte de religiosos e estudiosos. Alguns críticos julgam que Ester é um livro de pouco valor religioso. A razão dessas críticas é que este livro é desprovido de um vocabulário religioso. Não existe nenhuma referência ao nome de Deus, Javé, Adonai, Senhor dos Exércitos, não fala de oração, adoração, sacrifícios, não menciona qualquer atividade religiosa. Por causa dessa sua característica, o livro de Ester tem sido desprezado por alguns.
No entanto, apesar de não mencionar o nome de Deus, é impossível ler o livro de Ester e não perceber a “mão oculta” de Deus controlando e dirigindo todos os acontecimentos, e todas as aparentes coincidências. Nesse livro, de fato, Deus age.
Deus age no decreto do rei que depôs Vasti do seu posto de Rainha.
Deus age nas saudades e lembranças que o rei teve de Vasti (3.1)
Deus age no conselho dos jovens para que o rei promova um concurso para escolher uma nova rainha. (3.2-4)
Deus usa os “dotes físicos” de Ester para colocá-la no posto de rainha da Média e da Pérsia.
Deus age através do destemido e ousado Mordecai.
Deus age através da órfã, da bela, corajosa e consagrada Ester.
Deus age provocando insônia no rei Assuero (6.1-3)
Deus age dando livramento aos judeus e humilhando os seus inimigos.
Todas as páginas do livro de Ester transpiram o agir de Deus!
Vejamos a descrição que o livro faz de Ester. (2.7)
Era uma jovem órfã, bela, de boa aparência e formosura. A NVI a descreve como uma “moça” atraente e muito bonita.
Em 2.17 vemos a beleza de Ester deixou o rei encantado, de boca aberta, conquistou o coração de Assuero, desmontou, deixou meio “abobalhado” o homem mais poderoso da época.
Mas é preciso que se destaque que a bela atraente e formosa Ester era uma mulher consagrada. Ela não usou os seus “dotes físicos”, a sua beleza de maneira apelativa; não usou a sua formosura natural de maneira vulgar e sensual; não usou a sua aparência encantadora para conseguir o que queria.
No entanto, Deus usou a beleza, a formosura e a boa aparência de Ester como passo inicial no seu propósito de preservar a vida de seu povo.
Sendo assim, com base na vida dela, gostaria de falar um pouco sobre o tema:
“Mulheres consagradas: Instrumentos de Deus para esta geração”
1. Mulheres consagradas vivenciam dilemas (v.11,13)
A resposta de Mordecai para Ester colocou-a diante de um dilema. E, o que é um dilema? “É uma situação embaraçosa com duas saídas difíceis ou penosas”.
Ester tinha consciência que comparecer perante o rei sem ser chamada era morte certa. Porém, Mordecai mandou dizer-lhe: você é judia! Se o edito for executado você também morrerá. Ou seja, de um jeito ou de outro sua vida está correndo perigo. Se você comparecer perante o rei corre o risco de morrer; se você não tentar, se omitir, você também morrerá. Ester estava diante de um dilema!
O dilema de Ester é o dilema de muitas mulheres consagradas em nossos dias. Quantas mulheres de Deus hoje não vivenciam os mais diversos dilemas?
Como esposas num relacionamento conjugal complicado, vivenciam o seguinte dilema: Sacrificar-se, negar-se a si mesma e continuar crendo que Deus pode fazer um milagre no seu casamento, ou, “chutar o pau da barraca”, abrir mão de tudo, e buscar ser feliz sozinhas ou num outro relacionamento.
Como mães responsáveis pela criação e educação de filhos, vivenciam o seguinte dilema: Manter a postura firme com os filhos adolescentes e jovens, insistir em ensinar-lhes os valores da Palavra de Deus, ou, liberar geral, soltar as rédias, evitar o “stress” e deixá-los á vontade. Afinal de contas estamos vivendo “novos tempos”.
Como mulheres em seus múltiplos papéis, vivenciam o seguinte dilema: ser uma esposa sábia, submissa, que prioriza a edificação de sua casa, que entende o ser mãe e esposa como ministério, ou, seguir a ideologia do momento de que isso é coisa do passado, que a emancipação como mulher, a busca pela realização pessoal é mais importante que a saúde da família.
Como profissionais enfrentam o seguinte dilema: honrar a Deus na sua empresa, no seu setor de trabalho e na faculdade, e correr o risco de perder o emprego e se expor ao ridículo, ou, desonrar a Deus, manter o emprego e ser aceita no meio acadêmico.
Esses são apenas alguns exemplos dos dilemas que mulheres consagradas vivenciam em nossos dias.
2. Mulheres consagradas sabem que os dilemas da vida demandam mais do que recursos humanos (4.15,16)
Diante do seu dilema, Ester pediu que Mordecai reunisse os judeus para um jejum coletivo, para uma consagração em favor dela e da causa que ela teria que pleitear diante do Rei. Ou seja, ela sentiu a necessidade de apoio espiritual. Mas, não só isso! Ela e as suas servas também jejuariam e se consagrariam.
Ester era rainha; tinha poder; tinha influência; mas dependia de Deus para enfrentar os seus dilemas. Ela não confiou nos seus “dotes físicos”, não buscou “chantagear” o rei apelando para a sensualidade; não confiou na sua beleza para conseguir o que queria do rei; não confiou no fato de que o rei era “caidinho” por ela e faria o que ela pedisse. Ela tinha a mais plena convicção de que os dilemas da vida demandam mais do que recursos humanos. Apesar do texto não dizer, seguramente, Ester orou durante os dias de jejum.
Portanto, lembrem-se disso: os dilemas da vida demandam mais do que recursos humanos. Diante dos seus dilemas como esposas, como mães, como profissionais, como alguém que exerce um ministério na igreja, não tomem decisões pelo “calor do momento”, fundamentadas nos seus “achismos”, com base em seus “talentos naturais”, impulsionadas pela “sensação do momento”, norteadas pela ideologia que diz: “O que importa é ser feliz”. Isso é uma falácia! O que importa é honrar a Deus! O que importa é glorificar a Deus em nosso viver.
Mulheres consagradas enfrentam os dilemas da vida de joelhos, buscando ao Senhor, dependendo Dele, crendo sempre na possibilidade de um milagre.
3. Mulheres consagradas são sensíveis ao propósito de Deus para suas vidas (v.14c)
Mordecai deixou claro para Ester que ela teria a liberdade de escolher não se arriscar comparecendo perante o rei. Sua decisão, no entanto, não implicaria na extinção do povo judeu. Se ela falhasse, Deus teria outra maneira de salvar e livrar o seu povo.
Porém, Mordecai levou Ester a refletir sobre a possibilidade de Deus tê-la colocado no posto de rainha “com um propósito”.
A decisão de Ester no v.16 demonstra que ela entendeu que na sua posição como rainha havia um propósito de Deus. Ela entendeu que Deus queria usá-la para preservar a vida do seu povo. Então, Ester decidiu cumprir o propósito de Deus, mesmo diante da real possibilidade de perder a sua vida; mesmo consciente de que o cumprimento desse propósito acarretaria “risco” de morte. Ela mesma disse: Depois, irei ter com o rei, ainda que é contra a lei; se perecer, pereci. (Et 4.16d)
Reflita sobre isso: Em que posto Deus te colocou? Que posição ele tem dado a você nesta geração?
Professora, secretária, atendente, vendedora, empresária, estudante, profissional liberal, líder de ministério, esposa, mãe, dona de casa?!?! Procure entender o propósito de Deus na sua vida. Seja sensível! Quem sabe se Ele não te colocou nesse posto, nesse tempo, nessa geração para cumprir um propósito D’ele?!?!
Quem sabe ele não te colocou onde você está para ser um “instrumento” disponível para ser usado para a glória D’ele.
Diga como Maria: “Aqui está a serva do Senhor, que se cumpra em mim conforme a tua Palavra”. Lc 1.38