segunda-feira, 19 de setembro de 2011

As Cidades-Refúgio “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.” (Salmos 91:1)

Eles eram muito amigos. Naquela manhã adentraram a floresta cantando. Trabalhavam todos os dias desde a manhã até ao pôr-do-sol, execeto o shabath. A terra prometida estava recém conquistada e havia ainda muita lenha para cortar. Yoseph diz alegre a Dan: você corta a árvore da direita enquanto eu cortarei a que está a minha esquerda mais a frente, hoje amolei bem o meu machado.
Dan ao som das machadadas fala a Yoseph o quanto foi importante a presença dele e de sua família no Brith Milah (circuncisão) de Daniel, seu filho. No meio da conversa Yoseph sente uma leveza em suas mãos e nelas percebe que há somente o cabo do machado.
A poucos metros sangrando, Dan desfalece com o ferro encravado em sua cabeça. Yoseph percebendo o acidente é tomado de angústia, rasga suas vestes e joga terra ao alto de sua cabeça.
Agora sou culpado de sangue inocente, clama desesperado. Percebendo a morte do amigo, rápido retorna a cidade, mas ao chegar às suas portas lembra que também sua vida está por um fio: o sangue inocente deve ser vingado.
Empoeirado e com a cabeça entre as pernas relembra todos os bons momentos na comunidade e pranteia sem saber o que fazer. Até lembrar-se de uma passagem da Torah que mais parecia uma profecia sobre a sua vida:
“Três cidades separarás, no meio da terra que te dará o SENHOR teu Deus para a possuíres. Aquele que entrar com o seu próximo no bosque, para cortar lenha, e, pondo força na sua mão com o machado para cortar a árvore, o ferro saltar do cabo e ferir o seu próximo e este morrer, aquele se acolherá a uma destas cidades, e viverá.” (Deuteronômio 19:2,5)
Yoseph recobra o ânimo, levanta-se, bate a poeira do seu corpo e corre em direção à Ir Miclat (cidade-refúgio) mais próxima. Ele agora está fugindo do goel hadan (resgatador do sangue) o parente mais próximo da vítima.
O QUE ERAM AS CIDADES-REFÚGIO? 
Deus falou a Moisés que das quarenta e oito cidades que os levitas herdariam no meio das tribos de Israel, seis deveriam ser separadas como “arê Miclat” (cidades-refúgio), três a leste do Jordão e três na terra de Canaã.
A decisão final da escolha destas cidades ficou para Josué:
“Falou mais o SENHOR a Josué, dizendo: Fala aos filhos de Israel, dizendo: Apartai para vós as cidades de refúgio, de que vos falei pelo ministério de Moisés.” (Josué 20:1-2) 
Estas cidades deveriam ser de porte médio, ter recursos hídricos e contar com muralhas fortificadas. Mais ainda, deveriam espiritualmente estar preparadas para receber indivíduos culpados de homicídio não intencional.
Eram cidades para onde um coração despedaçado como o do personagem Yoseph poderia buscar refúgio e encontrar conforto para a alma e a preservação da própria vida. 
QUAIS ERAM ESSAS CIDADES?
Quarenta e oito cidades, como dissemos, foram destinadas aos levitas, destas, seis foram separadas como cidades-refúgio:
“Todas as cidades dos levitas, no meio da herança dos filhos de Israel, foram quarenta e oito cidades e os seus arrabaldes.” (Josué 21:41)
Foram elas:
“... Quedes na Galiléia, na montanha de Naftali, e a Siquém, na montanha de Efraim, e a Quiriate-Arba (esta é Hebrom), na montanha de Judá. E, além do Jordão, na direção de Jericó para o oriente, designaram a Bezer, no deserto, na campina da tribo de Rúben, e a Ramote, em Gileade da tribo de Gade, e a Golã, em Basã da tribo de Manassés” (Josué 20:7-8)
Que diferença havia entre as seis escolhidas para cidades-refúgio e as outras quarenta e duas?
1. Um homicida poderia habitar numa cidade-refúgio com todas as suas despesas pagas durante todo o tempo em que permanecesse, enquanto que nas demais cidades teriam que se sustentar.
2. Nestas seis cidades o homicida poderia ser protegido mesmo não percebendo que tinha entrado em um refúgio. Nas outras quarenta e duas o homicida somente era protegido se recorresse aos levitas e os colocasse a par de todo o acontecido e só assim estaria livre do Goel hadam (resgatador do sangue). 
O significado dos nomes destas cidades nos faz saber o que elas representavam para os refugiados:
1. Quedes: santo ou santuário. 
2. Siquém: ombro ou costas.
3. Hebrom: comunhão ou associação. 
4. Bezer: fortaleza. 
5. Ramote: exaltação ou elevação, lugar alto. 
6. Golã: quebrantamento, tristeza e reflexão sobre os próprios atos. 
QUEM PODERIA BUSCAR REFÚGIO?
É importante ressaltar que as cidades-refúgio não acolhiam o culpado de homicídio doloso, aquele que teria matado alguém intencionalmente : “Mas, havendo alguém que odeia a seu próximo, e lhe arma ciladas, e se levanta contra ele, e o fere mortalmente, e se acolhe a alguma destas cidades, então os anciãos da sua cidade mandarão buscá-lo; e dali o tirarão, e o entregarão na mão do vingador do sangue, para que morra. (Deuteronômio 19:11,12)
Somente o culpado de homicídio não intencional recebia acolhida:
“E este é o caso tocante ao homicida, que se acolher ali, para que viva; aquele que por engano ferir o seu próximo, a quem não odiava antes.” (Deuteronômio 19:4)
Ao chegar a uma ir miclat (cidade refúgio) o indivíduo relataria todo o episódio do homicídio e mesmo não podendo constatar a verdade dos fatos de imediato, os juízes posteriormente investiagavam cada caso e julgavam se o indivíduo realmente se enquadrava como legítimo refugiado, mas até que se concluisse o levantamento ele poderia continuar na cidade.
QUANTO TEMPO DURAVA O REFÚGIO?
Deus deixou claro a Moisés que somente após a morte do Kohen hagadol (sumo-sacerdote) vigente, o refugiado poderia voltar ao seu lar na sua cidade de orígem:
“E a congregação livrará o homicida da mão do vingador do sangue, e a congregação o fará voltar à cidade do seu refúgio, onde se tinha acolhido; e ali ficará até à morte do sumo sacerdote, a quem ungiram com o santo óleo.” (Números 35:25)

O que tinha a ver a morte do Sumo Sacerdote com o fim da estadia de um refugiado?
A tradição judaica diz que era obrigação do sumo sacerdote interceder incessantemente para que nenhum desastre caísse sobre os filhos de Israel. Se suas orações e incensos subissem com perfeição nenhuma tragédia ocorreria no país, então quando algum assassinato acontecia o sumo sacerdote de forma indireta também era responsabilizado e sua morte serviria como expiação pela culpa. 
Os antigos sábios judeus contavam que a mãe de um sumo sacerdote constantemente se preocupava pela vida do filho temendo que os refugiados subissem orações pedindo a morte do mesmo. Ela sempre estava com outras mulheres fazendo rondas nas cidades-refúgio servindo aos refugiados com alimento e tornando a vida deles o mais confortável possível para que em se sentindo bem os refugiados não orassem pela morte do sumo sacerdote.
Lembro aqui que se o refugiado saísse por conta própria da cidade-refúgio em que estava, responderia pela própria vida e estaria ao alcance do resgatador do sangue que era o parente mais próximo da vítima e a qualquer momento poderia ser morto.
UMA GRANDE LIÇÃO 
As cidades-refúgio eram abrigos perfeitos para aquele que mesmo por acidente sofria as mazelas psicológicas de ter assassinado alguém.
Hoje vemos as penitenciárias como verdadeiras formadoras de bandidos e não como casas que reabilitam e transformam os indivíduos. Podemos culpar a sociadade, as autoridades ou os próprios deliquentes por isso, mas o consenso é que o sistema deve ser totalmente revisto.
A Bíblia dá a deixa para esta revisão.
Porque Deus ordenaria que assassinos buscassem refúgio em cidades que eram habitadas por sacerdotes e levitas? Porque eles estariam cercados por um ambiente de muita santidade e estudos constantes da Torah e isso era o melhor remédio para suas almas cansadas e abatidas.
Assim, nem preciso espiritualizar, porque tudo o que escrevi até aqui em si já é espiritual, trata da alma, mas, quero ir além e dizer que “acidentalmente” podemos assassinar nosso próprio ser, nossa comunhão com Deus e a santidade que ela nos transmite. Acidentalmente porque por ignorância não sabemos o tamanho do dano que estamos trazendo a nós mesmos.
Quando nos abatemos por saber que sufocamos nossa santidade, é então que buscamos refúgio. Onde encontraremos?
Há uma profecia sobre Jesus, nosso Messias, que sempre me dá a direção de uma cidade-refúgio:
“E será aquele homem como um esconderijo contra o vento, e um refúgio contra a tempestade, como ribeiros de águas em lugares secos, e como a sombra de uma grande rocha em terra sedenta.” (Isaías 32:2)
Um refúgio é um lugar onde podemos nos ocultar e mudar de vida. Onde podemos esquecer o passado de dores e aprender sobre como ser santo e ter a mente completamente sarada.
JESUS é a nossa cidade-refúgio:
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. (Mateus 11:28-29)
Ele nos convida:
Venha em mim se refugiar porque EU SOU TUDO PARA VOCÊ!
Eu Sou o Goel hadam (resgatador do sangue), Sou o parente mais chegado, sou o remidor, ninguém vai matar você! Já derramei meu próprio sangue e tomei o teu lugar.
Eu sou a tua Ir miclat (cidade-refúgio), adentre e aprenda de minha santidade.
PERMANEÇAMOS EM JESUS, NOSSO REFÚGIO 
O Talmud, livro de interpretação judaica conta que uma astuta raposa fez uma maravilhosa proposta ao peixe: "Venha para a terra, e ficará a salvo da rede do pescador!" O precavido peixe respondeu: "Vivendo na água, existe uma possibilidade de que eu possa viver, evitando a rede do pescador. Entretanto, na terra certamente morrerei." 
O nosso adversário, astuto que sempre é, planeja que saiamos do nosso refúgio sempre apontando uma falsa vantagem. Fique atento.
A tradição diz que era obrigação dos levitas e sacerdotes colocar postes pelas estradas de Israel indicando em que direção ficava a cidade-refúgio mais próxima para que o que buscasse refúgio não se perdesse e fosse alcançado pelo goel hadam.
Quero deixar na estrada deste texto um poste e uma indicação para a sua vida: 
“Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; PERMANECEI no meu amor.” ( João 15:9) 
 Portal fiel (Pr. Osiel Pontes)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

“Deus transformou o que Ele pôde transformar”, diz Lanna Holder sobre sua homossexualidade

Ela afirma que mesmo contando o testemunho de ter sido liberta do homossexualismo ainda sentia atração por mulheres    
Em entrevista ao portal Mix Brasil a ex-missionária assembleiana Lanna Holder contou que apesar de testemunhar que havia sido curada do homossexualismo ela nunca deixou de se sentir atraída por mulheres e que professava a mentira esperando que se tornasse realidade. Agora, Lanna assumiu a homossexualidade e juntamente com sua parceira a cantora evangélica Rosania Rocha fundaram a igreja Cidade Refúgio.



“Quanto me converti, fui ensinada que a homossexualidade era uma maldição, então expunha para os fiéis da maneira que eu havia aprendido. Milhares de pessoas me procuravam para saber como eu havia deixado de ser lésbica e no fundo sabia que continuava gostando de mulheres”, disse ela.
Ela diz também que dentro das igrejas existem muitos homossexuais buscam uma cura que não vai acontecer. “As igrejas evangélicas estão cheias de homossexuais tentando se curar em vão e por isso estão ficando doentes.”
Para Lanna, os evangélicos que a criticam por assumir que mentiu e por expor sua homossexualidade precisam entender que “Deus transformou o que ele pôde transformar”, isso é, a tirou das drogas,do vício do cigarro e da bebida. “O que Deus pôde transformar na minha vida ele transformou, a única coisa que continuou igual foi a minha sexualidade, que é algo intrínseco em mim e não pode ser mudado. Isso não é uma escolha, mas sim uma orientação.”







Fonte: Gospel Prime













sábado, 20 de agosto de 2011

Igrejas Inclusivas: Conheça as igrejas gays que estão virando moda no Brasil

e visam atender o grupo LGBTs – vêem crescendo cada vez mais no Brasil. Hoje dentre umas as mais destacadas estão a ‘Igreja para Todos’ , ‘Igreja Cristã Metropolitana’, ‘Comunidade Cidade Refúgio’ fundada por Lanna Holder , ‘Igreja Contemporânea Cristã’ por Marcos Gladstone e a ‘Comunidade Cristã Nova Esperança’ . As igrejas que se auto-denominam como inclusivas seguem um movimento de vertente que não tratam e nem vêem a homossexualidade como doença a ser curada. Esta segmentação que existe pouco menos que uma década, foi objeto de pesquisa do antropólogo Marcelo Natividade em sua tese de doutorado no Instituto de Filosofia e Ciências (IFCS/UFRJ).
Natividade afirma após a conclusão de sua pesquisa de campo que “ser gay dentro de uma igreja conservadora é uma impossibilidade, não há lugar para essa pessoa, a menos que ela venha a aderir à norma e se torne ex-homossexual, por exemplo. A diferença do movimento inclusivo para as outras igrejas é que nele o poder eclesial é concedido às pessoas LGBT, já que há uma proposta política de desconstrução da homofobia religiosa”.
Em contrapartida a este movimento vertente do meio evangélico, existem muitos cristãos e líderes que acreditam que as igrejas “inclusivas” ignoram o Evangelho que liberta e transforma o homem (I CO 6:11) e alguns ainda dizem que em sua igreja o homossexual é bem recebido, mas não é aceito como membro, porque está em pecado.
Embora hajam infinitas opiniões controversas baseadas biblicamente contra a visão das tais igrejas inclusivas, seu crescimento continua ainda em grande fluxo e um dos fatores de colaboraçãoic para que este venha acontecendo, segundo opiniões dos membros destas, é justamente o fato de que as tradicionais igrejas não aceitarem e o receberem como são.
Em 2002 veio dos EUA a primeira igreja para grupos gays inaugurada no Brasil, a ‘Igreja da Comunidade Metropolitana’ (ICM), completando 10 anos de existência no próximo ano. A ICM tem várias igrejas espalhadas no Brasil, assim como a Igreja Cristã Contemporânea:

Igrejas Comunidades Metropolitanas

  • Belo Horizonte – MG;
  • São Paulo – SP;
  • ICM Betel Rio de Janeiro – RJ;
  • Vitória – ES;
  • Fortaleza – CE;
  • Pacatuba – CE;
  • Maringá – PR;
  • Divinópolis – MG

Igreja Cristã Contemporânea

  • ICC Rio de Janeiro – Madureira;
  • ICC Rio de Janeiro - Lapa;
  • ICC Campo Grande;
  • Nova Iguaçu- RJ;
  • Niterói – RJ;
  • Duque de Caxias – RJ;
  • Belo Horizonte – MG.
Comunidade Cristã Nova Esperança:

  • CNNE São Paulo – Sede Internacionals/MA
  • CNNE Fortaleza/CE
  • CNNE Guarulhos/SP
  • CNNE Maceio/ AL
  • CNNE Nata/ RN Regional Nordeste
  • CNNE Osasco/ SP
  • CNNE Recife/PE
  • CNNE Rio de Janeiro/ RJ
  • CNNE Santo André/SP
  • CNNE São Luis/MA
A Igreja Comunidade Cidade de Refúgio possui apenas uma sede em São Paulo.
Fonte: Gospel+

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Candidata adventista desiste de reality show da Record por causa da sua religião

Comandado pela ex-modelo Ana Hickmann, o programa “Tudo É Possível” estreou um reality show neste domingo cuja maior novidade anunciada pela Record era o fato de se passar dentro da casa da própria apresentadora.
As dez mulheres confinadas numa mansão de Hickmann em Itu vão disputar uma série de provas com o objetivo de escolher uma delas para ser repórter do programa.
A novidade do quadro acabou sendo outra. Uma das candidatas selecionadas, Wasthí de Castro, de 25 anos, foi levada a desistir depois de dois dias de confinamento. Adventista do Sétimo Dia, ela se disse impedida de participar de uma festa na sexta-feira à noite e de competir numa prova realizada no sábado.
“Eu guardo o sábado”, explicou. “Sexta à noite eu considero sábado já. Faço atividades diferentes. E festa não é o tipo de atividade que eu faço nesse dia”, explicou.
“Respeito totalmente a sua fé”, disse a apresentadora. “Mas aqui no reality fica um pouco complicada esta situação. Quando você topou participar já sabia que aqui vocês iam literalmente sair da rotina. Você sabia disso?”
Chorando, Wasthi respondeu: “As informações eram poucas. Eu não podia correr o risco de deixar de tentar…” Antes, ao ser apresentada ao público, ela havia dito: “Eu sou capaz de fazer tudo menos passar por cima dos meus princípios, que são mais fortes do que qualquer outra coisa.” Ana abraçou a candidata, disse que aceitava a desistência e elogiou as suas convicções.
Trata-se, enfim, de um caso inédito e delicado, ainda mais por ocorrer numa emissora que pertence a um grupo religioso, a Igreja Universal do Reino de Deus, cujos pastores ocupam o horário da madrugada para fazer proselitismo da própria fé.
Fonte: Folha

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Papai, onde está o cordeiro?

blog do Pr. Marcos Maçan: Papai, onde está o cordeiro?
Introdução

· O capítulo 22 de Gênesis narra uma das principais histórias do relacionamento de aliança entre Deus e o homem.
· Mas o que exatamente Deus estava comunicando a Abraão através dessa estranha experiência?

1. Deus comunicou uma ordem específica

· Deus requisita o único filho como um sacrifício para si (v.2), colocando Abraão à prova.
· Abraão não duvidou, não hesitou, não questionou, mas simplesmente obedeceu.
· Em certa altura da viagem, o menino perguntou: papai, onde está o cordeiro? (v. 7).
· Abraão não duvidou que Deus estava com ele:
- Sabia que para o Senhor não existem impossíveis (Gênesis 18.14).
- Sabia que o Senhor daria o que fosse necessário (v.8)
- Sabia que o Senhor poderia até ressuscitar seu filho (Hebreus 11.19, “Abraão levou em conta que Deus pode ressuscitar os mortos.”)
· No exato momento, o Anjo o impediu de tocar no rapaz, pois Deus havia percebido que havia muito temor em seu coração (v.12).
· Ao longo da história de relacionamento com a humanidade Deus sempre estabeleceu limites e provas. Isso porque obedecer significa respeitar, confiar, demonstrar fidelidade.
· O que o Senhor requisita é aquilo que poderia tomar um lugar de adoração em nossos corações.
· Deus alegrou-se com o coração de Abraão!
· Deus quer alegrar-se com nosso coração! Por isso, simplesmente obedeça seus princípios e mandamentos.

2. Deus comunicou uma solução inesperada

· Exatamente naquele momento que o Anjo o impediu, imediatamente Abraão ergueu os olhos e viu um carneiro preso pelos chifres num arbusto (v.13).
· Sua alegria foi tamanha, pois seus olhos espirituais foram abertos à verdade que Deus substituiria o cordeiro para toda a história da humanidade: Jeová-Jiré (Deus da Provisão – v.14).
· Segundo as palavras de Jesus em João 8.56, “Abraão, vosso pai, alegrou-se por ver o meu dia, viu-o e regozijou-se”.
· Essa alegria foi a mesma quando João Batista viu Jesus e declarou em João 1.29: “Vejam! É o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!”
· Assim como Abraão, Deus entregou seu único filho.
· Abraão alegrou-se com a provisão de Deus!
· Nós também podemos nos alegrar com a provisão do Cordeiro de Deus que tira nosso pecado.
· Deus providencia tudo o que é necessário para nossas vidas! (Romanos 8.31.32)
· Aguarde e você verá uma solução inesperada!

3. Deus comunicou que haveria uma numerosa geração futura

· Pela segunda vez o Anjo do Senhor fala com Abraão e revela que ele teria “descendentes numerosos como as estrelas do céu e como a areia das praias do mar”. (v. 17).
· É um momento de grande alegria para Deus e Abraão, pois vislumbram a grande multidão de filhos.
· A promessa de Deus não se refere à descendência de sangue, pois nem todos os descendentes de Israel são o Israel de Deus (Romanos 9.6), mas a todos os que têm a mesma fé que Abraão teve. “A promessa vem pela fé, para que seja de acordo com a graça e seja assim garantia a toda a descendência de Abraão” (Romanos 4.16).
· Deus e Abraão se alegraram, pois nos viram na numerosa geração de fé!
· Através de nossas vidas, de nosso relacionamento com Deus, podemos antever uma geração que virá seguindo nossos passos de fé!
· Eu e você somos chamados também a ser inspiração de fé às gerações que vêm! Pode olhar para as estrelas dos céus e ver aqueles que seguirão seus passos de fé.
Conclusão
· Alguns ainda no dia de hoje perguntam: onde está o cordeiro?
· É como perguntarmos: quem vai nos salvar?
· Essa pergunta nos acompanhará até o dia da segunda vinda de Cristo: “quem é digno de abrir o livro?” (Apocalipse 5.2)
· De Gênesis a Apocalipse Deus nos comunica a mesma mensagem: Cristo é o Cordeiro!
Fonte: IPILON


sábado, 9 de julho de 2011

JAIR BOLSONARO DENUNCIA 180 PROPOSTA DE LEIS PRÓ-GAY PARA ESCOLAS.

A II Conferência Nacional de Políticas Públicas e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais foi destaque no pronunciamento do Deputado Jair Bolsonaro (PP/RJ) nesta quinta (07/04). Para Bolsonaro, o evento que será realizada no mês de dezembro em Brasília, custeado com dinheiro público, será utilizado para disseminar um novo Kit Gay nas escolas.
Segundo o deputado o encontro vai reunir aproximadamente 800 gays para debaterem 180 itens, entre eles; a inserção nos livros didáticos da temática das famílias LGBT, cota para professor homossexual em escolas públicas, distribuição de livros para bibliotecas escolares com a temática “diversidade sexual” para o público infanto-juvenil, criação de bolsas de estudo para qualificar profissionais travestis e transexuais, incluir recomendações sobre diversidade sexual no Programa Nacional do Livro Didático para alfabetização de jovens e adultos, criar cursos de pós-graduação sobre diversidade sexual, criar cursos para valorização dos movimentos culturais de LGBTs, classificar como impróprias para crianças obras que não contenham um casal homossexual como modelo de família.
Bolsonaro prometeu mobilizar os deputados e a população para que as pautas não sejam aprovadas. “O bicho vai pegar mais grave agora. Esta é mais uma briga que vamos assumir”, relatou. O congresso acontece de 15 a 18 de dezembro em Brasília e tem o tema "Por um país livre da pobreza e da discriminação: promovendo a cidadania LGBT". As despesas para a realização do evento serão pagas pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

ParlaTube, Arquivo Pátio Gospel|Pátio Gospel Noticias

Fim da PLC 122 foi jogada política: Confira as táticas pró-gays para que projeto seja aprovado

O que pareceu ser uma vitória evangélica contra a PLC 122, chamada de mordaça gay, não passou de uma manobra política para manter a proposta viva não apenas no Senado, mas onde quer que ela possa ser aprovada. Após reunião com os senadores Magno Malta (PR-ES) e Walter Pinheiro (PT-BA) e o deputado Gilmar Machado (PT/MG), a senadora Marta Suplicy afirmou que encerrou o projeto de lei 122 de 2006 que visava criminalizar a homofobia e recebia forte rejeição da ala conservadora de Brasília. O motivo seria porque o projeto não tinha mais chances de ser aprovado no Senado em nenhuma votação devido ao fato de já estar “demonizado” pelos cristãos do Brasil.
Apesar das comemorações de evangélicos e opositores a agenda gay no Brasil, a alegria não durou muito. Foi anunciado que diversas manobras políticas estão acontecendo ao mesmo tempo, todas com o objetivo idêntico: aprovar o conteúdo da PLC 122, mesmo que não seja exatamente com esse nome. Dentre as idéias existem apoios de deputados e senadores evangélicos.
A Senadora Marta Suplicy, relatora da última versão da PLC 122, anunciou que irá fazer um novo projeto com o mesmo foco do anterior. Apesar do anúncio do fim da PLC 122 ter acontecido nos últimos dias, a intenção do fim e a criação do novo projeto já tinham sido preparado pela Senadora e lideranças gays semanas antes, como conta a própria integrante do PT: “Em proposta minha, e já acordada há algumas semanas, com Toni Reis, presidente da ABGLT, e os senadores Marcelo Crivella e Demóstenes Torres (DEM-GO), chegamos à conclusão que devido à demonização do PLC 122 deveríamos apresentar um novo projeto de lei, mantendo as principais diretrizes no combate à homofobia”, disse a Senadora que frisou a participação do Senador evangélico Marcelo Crivella (PRB-RJ), integrante da Frente Parlamentar Evangélica e da Igreja Universal do Reino de Deus, na tática e no novo projeto. Crivella, assim como seu partido e igreja, são apoiadores do PT de Marta Suplicy.
Apesar do anúncio da petista, o Senador Demóstenes Torres anunciou que também apresentará um projeto parecido a PLC 122, este visaria contemplar as reividicações gays e de várias vertentes evangélicas ao mesmo tempo. “Ainda que esta não seja a alternativa mais adequada, o PLC 122 já foi demonizado. Acima de tudo, queremos um projeto que combata a violência e criminalize a homofobia”, afirmou o presidente da ABGLT, Toni Reis, em apoio a proposta do Senador Demóstenes.
Além dos dois projetos, os defensores gays ainda trabalham com outras frentes para conseguir a aprovação do projeto. Uma das idéias é apoiar a PL 6418/2005, do Senador Paulo Paim, que visa classificar como inafiançáveis e imprescritíveis crimes de discriminação no mercado de trabalho, de injúria resultante de preconceito e de apologia ao racismo. A idéia seria poder incluir a homofobia dentre as formas de preconceito descritos no projeto. Esta PL tem o apoio da bancada evangélica. A outra frente que a liderança gay e a Senadora Marta Suplicy anunciaram é levar a questão tratada na PLC 122 ao STF, aproveitando as recentes decisões pró-gays definidas pelos ministros do Supremo.
Além dessas ações para aprovar a proposta, apesar do pronunciamento de Marta Suplicy e Magno Malta a PLC 122 não está oficialmente encerrada. O anúncio aconteceu a cerca de cinco dias, mas segundo o Senado até o fechamento desta matéria o projeto não foi arquivado pela senadora.
Fonte: Gospel+

quinta-feira, 30 de junho de 2011

blog do Pr. Marcos Maçan: O diabo na fila do seguro-desemprego

blog do Pr. Marcos Maçan: O diabo na fila do seguro-desemprego

O diabo na fila do seguro-desemprego

Dia desses, no calor de Rondônia, estava eu passando na rua quando, em uma fila grande que saía de um banco, sinto um cheiro muito ruim. Não, não era do esgoto vazando na rua; era um cheiro de enxofre, mesmo. Quando fui investigar, vi que o diabo estava na fila do seguro-desemprego.

Acho que o capeta se assustou mais comigo do que eu com ele. Antes que eu pensasse que precisava me pentear melhor, vi que o que amedrontava o capeta não era eu mesmo, mas o selo do Espírito em mim. Bom, com essa segurança (e aliviado por saber que não estava tão mal assim), fui logo perguntando:
- Uai, seu capeta, você aqui? O que aconteceu?
- Pois é, seu moço (falou com vergonha e com receio, não me olhava nos olhos), o meu chefe resolveu fazer umas mudanças lá embaixo. Ele andou lendo uns livros de alguns amigos dele sobre administração e resolveu fazer um upsizing.
- Não é downsizing, não?
- Não, é upsizing, mesmo. Fomos mandados cá pra cima...
- Mas, o que aconteceu? Foi obra de algum avivamento, alguma reunião de oração?
- Que nada, seu moço (se me chamasse de meu filho eu teria que rever minha fé). A última vez que uma coisa ruim dessas aconteceu foi lá pras bandas da terra do pão de queijo, no começo dos anos 90, quando uns cabeludos doidos começaram a fazer propaganda dEle.
- De Jesus?
- NÃO FALE ESSE NOME, DÁ AZAR PRA NÓS! Se você não sabe, somos muito supersticiosos. Aliás, nós é que inventamos isso na Idade Média. Gato preto, passar por baixo da escada, deixar Bíblia aberta no Salmo 91, é tudo invenção nossa, mas caiu em domínio público.
- Então, qual a razão da crise de desemprego lá embaixo?
- Concorrência desleal.
- Como assim, “concorrência desleal”? Satanás está competindo com ele mesmo?
- Mais ou menos, seu moço. Óia só: tem um pessoal aqui em cima que se faz passar por gente que anuncia o Inimigo. Só que eles desvirtuam tudo. É um tal de Bíblia de 900 reais, unção dos mil reais, oração dos 7 reais, pastor pilão, tanta coisa, mas tanta coisa, que o inferno pediu concordata!
- O inferno, de concordata?
- Pois é! Além do choro e do ranger de dentes dos inquilinos lá, agora tem o nosso choro e ranger de dentes! E olha que o Filho ainda não voltou para inaugurar o Lago de Fogo, mas já estamos sofrendo!
- Que coisa!
- Pois é. Ficamos obsoletos. Estou me sentindo como aqueles antigos computadores 486: eram uma maravilha, mas hoje ninguém quer nem de brinde em loja de usados!
- Então, você está na fila do seguro-desemprego por...
- Por descontinuidade do meu departamento! A concorrência no inferno é cruel, para dizer o mínimo e sem cair muito no óbvio! Não é à toa que é o inferno! Mas, dessa vez, os camaradas daqui de cima se superaram! Aprenderam todo o nosso know-how, o aprimoraram e nos descartaram! Toda semana tem novidade para enganar trouxa, mas fico bravo porque eram todas idéias minhas que foram roubadas, sem nem ao menos um mísero crédito, uma citaçãozinha que seja! Para piorar, não posso recorrer ao Procon, não tem disso no inferno! Então, meu departamento não tem mais serventia pro chefe!

Deixei o capiroto absorto em sua amargura e fui embora. Antes de rir da desgraça do capeta, fiquei triste foi com a nossa. O know-how do inferno foi copiado e aprimorado aqui, e o pessoal nem se toca!

Enquanto ia embora, me lembrei de perguntar qual era o departamento do pobre diabo (literalmente falando). Mas aí me lembrei que ele me deu um folder de seu antigo departamento. No folder, lá estava ele, de terno Armani, gravata Hermes e uma caneta Mont Blanc no bolso, sorridente, com a legenda embaixo de sua foto: “espírito de engano – setor operacional latinoamericano – diretor de operações para o Brasil”.

sábado, 25 de junho de 2011

Juiz que anulou casamento gay será julgado

Juiz que anulou casamento gay será julgado
Rubens Santos - O Estado de S.Paulo

O juiz Jerônymo Pedro Villas Boas, de 45 anos, titular da 1ª Vara da Fazenda Pública Municipal e de Registros de Goiânia, será julgado por Corte Especial, anunciou a desembargadora Beatriz Figueiredo Franco, também corregedora do Tribunal de Justiça de Goiás. Ela anulou um ofício do juiz que suspendia o primeiro contrato de união estável homoafetiva da capital de Goiás. Beatriz também determinou que todos os cartórios de registro da cidade produzam o documento.

Segundo a desembargadora, "a leitura (do ofício do juiz) demonstra vício de competência a contaminar a
decisão". Ela explicou que à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) não caberia contestação e sim submissão. Quando assim não ocorre, cabe "apuração disciplinar".

"Não fui notificado. Não posso ser julgado à revelia", disse o juiz. Mineiro de Uberaba, ex-militante do PT, Villas Boas diz ter deixado a política quando assumiu como magistrado, há 19 anos. Membro da Igreja Assembleia de Deus, também é vice-presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).


Ele disse ao Estado que, embora seja evangélico, sua fé não o influenciou. "Frequento a igreja, mas não misturo as duas coisas", afirmou. "Assim como tenho o direito de manifestar a minha fé, não discrimino pessoas e minhas decisões são tomadas à luz da lei."


O deputado federal João Campos (PSDB-GO), líder da Frente Parlamentar Evangélica, divulgou uma moção pública em favor de Villas Boas.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Corpus Christi

                      Corpus Christi


23 de junho de 2011, quinta-feira, feriado nacional no Brasil. Dia de Corpus Christi. O que é isto? A tradução literal da expressão latina é "Corpo de Cristo". Refere-se a uma solenidade católica celebrada anualmente na primeira quinta-feira após o Domingo da Santíssima Trindade, para comemorar a eucaristia. A celebração do Corpus Christi acontece na igreja latina desde o século XIII. A primeira pessoa a pensar em uma festa especial para o sacramento eucarístico foi Santa Juliana (1193-1258), freira do convento agostiniano de Monte Cornillon, na Bélgica. Juliana compartilhou sua ideia com Robert de Thorete, então bispo de Liége, e com Jacques Pantaleón, que mais tarde seria o Papa Urbano IV. Como no regime católico de administração eclesiástica os bispos têm autoridade para ordenar a celebração de festas em suas dioceses, ele convocou um sínodo em 1246, e ordenou que a celebração acontecesse no ano seguinte. O bispo Robert morreu antes disto, mas a festa foi realizada assim mesmo. Em 1264 o Papa Urbano IV publicou a bula “Transiturus”, na qual ordenava a celebração da festa de Corpus Christi em todo o mundo (e não mais apenas na diocese de Liége). Aos poucos a festa passou a ser celebrada: Colônia (1306), Worms (1315), Strasburg (1316). Desde então, tem sido celebrada em todo o mundo católico .

A pergunta inevitável que surge é: se a festa se refere à instituição da eucaristia por Jesus na noite da quinta-feira que antecedeu sua crucificação (cf. Mt 26:17-30; Mc 14:17-26; Lc 22:7-20), por que é celebrada depois da Semana Santa? O argumento de Urbano IV na já citada “Transitorus” é que na Semana Santa os fiéis devem estar com suas mentes voltadas para a reflexão nos acontecimentos da Paixão propriamente, e por isso, podem acabar perdendo de vista a importância e o significado do evento da quinta-feira. Para evitar que tal acontecesse, a celebração da instituição da eucaristia por Jesus foi deslocada para um período posterior.

“Corpus Christi” é, portanto, uma tradição católica ocidental. O protestantismo e o cristianismo ortodoxo oriental não têm nada que seja similar. Mas a celebração desta festa faz pensar em algo importante, a celebração da eucaristia por Jesus e seu significado. Toda a cristandade tem no partir do pão e no beber do cálice seu ritual mais significativo. Todavia, ao mesmo tempo, muita discussão tem havido em torno do significado deste ritual, que é expressão de fé, e não meramente uma parte da liturgia. Afinal de contas, o que Jesus quis dizer quando afirmou "isto é meu corpo"? A tradição católica, trabalhando com categorias filosóficas tomadas de empréstimo da filosofia aristotélica, entende as palavras de Jesus em sentido literal. Ou seja, conforme o catolicismo, no momento da consagração dos elementos da ceia – o pão e o vinho – acontece uma mudança, não nos acidentes do elemento pão e do elemento vinho (cor, textura, sabor, odor), mas na “substância” destes, ainda que isto seja imperceptível aos sentidos humanos. A esta compreensão dá-se o nome de “transubstanciação”, que significa literalmente "mudar de substância".

A Reforma Protestante no século XVI apresentou compreensões diferentes. Lutero, que fora monge agostiniano, sempre teve a celebração da ceia do Senhor na mais alta conta. Ele divergia da compreensão católica tradicional, mas afirmava que, de alguma maneira, o próprio Jesus se faz presente no momento da ceia, “junto com”, “em com” “e sob” o pão e o vinho. A esta compreensão dá-se o nome de “consubstanciação”, que significa literalmente "com a substância". Na verdade, bem antes de Lutero houve quem entendesse a eucaristia em termos de consubstanciação. Mas o catolicismo tradicional rejeitou esta compreensão.

Zuínglio, contemporâneo de Lutero, iniciador do segmento protestante conhecido como "Reforma Reformada" (que teve mais tarde em João Calvino seu nome mais conhecido) divergiu das duas interpretações até agora citadas. Para Zuínglio as palavras de Jesus ditas por ocasião da última ceia devem ser entendidas de modo figurado, simbólico, e nunca de um modo literal. Portanto, para aquele reformador suíço, o pão e o vinho simplesmente simbolizam o corpo de Jesus morto na cruz e seu sangue derramado.
Carlos Jeremias Klein, pesquisador brasileiro e pastor da Igreja Presbiteriana Independente, em seu livro “Os sacramentos na tradição reformada” (São Paulo, Fonte Editorial, 2005), mostra como a maioria absoluta dos evangélicos no Brasil, pentecostais e não pentecostais, entende a ceia de maneira apenas simbólica.

O já citado João Calvino contribuiu para o debate com outra perspectiva. Para Calvino, no momento da eucaristia Jesus se faz presente de maneira real, não nos elementos em si, mas no coração dos fiéis. Esta é a “presença real” de Jesus na ceia. A compreensão de Calvino talvez seja uma via média entre a compreensão de Lutero e de Zuínglio. No entanto, é desconhecida da maioria dos membros, e mesmo pastores, de igrejas de tradição calvinista propriamente.

Ninguém pode negar a importância da ceia. Ninguém pode negar a importância desta celebração na caminhada cristã. Ninguém pode negar a presença de Jesus Cristo na vida dos que crêem. Não como um ritual mágico, para garantir sorte ou prosperidade. Mas como um momento de renovação de forças para continuar na jornada da fé, do amor e da esperança, no seguimento daquele que se deu por nós, para nossa salvação. 
fonte: ULTIMATO.